sábado, 18 de maio de 2013


WEBER: Max no coletivo.

Minha opinião é minha?

Saí cantando hoje pela avenida,

Dentro de um ônibus superlotado,

Dentro dos olhos do menino sentado.

 

O veículo estava repleto de massa cinzenta.

Minha cantiga é só minha?

Dentro de uma roupa bonita a moça sorria,

Dentro do espaço apertado o rapaz respondia!

 

Estava pensando sozinha?

A mulher distante cedeu lugar para a velhinha,

Uma adolescente desceu do coletivo,

Uma consciência coletiva.

Quando não se pode mais...


Nosso nó cego

Não me chega esse amor!

Quero mais o sufocar!

Já me basta a solidão,

Quero banhar noutro mar...

O de paixão, o nosso... Ah mar!

 

Deixe que eu arda,

Queimar-me em ti!

Não interessa o resto (a terra)

Só espero o delírio

Afogado no gozo do meu ser

Envolvido pela sôfrega confissão:

-Amo... Amo... Você.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Leveza                                                          
È dia novamente, 
Sorri a natureza
Feliz canta suavemente
Mãe de grande beleza
Dedica a seus filhos abrigo.
 
Pássaros voam alegremente
Povoando os céus de leveza.
Tudo segue institivamente...
árvores balançam com tristeza
por perderem folhinhas secas.
 




Protofantasia

Vejo agora não mais duplo,
Sinto uma melodia uníssona
Dentro dessa ladainha solitária;
Danço só, mas acompanhada.
 
Tenho mãos, elas são duas
Diferentes, entretanto complemento
Unindo-as dou-me conta da partilha
Desse corpo metade minha e de outro eu.
 
Fantasia originária, o insight  me chegou
Dividi as partes e pensei no ontem,
 Quando podia ser dual e plena
Como a gênese de Afrodite e sua essência.
 
A duplicidade visceral, acusa a psiquê;
Originária fantasia revelada no meu ser
Quem sou? Quem é você?
Não importa dizer... a verdade manifestará
Gritará em ti o que em ti há.