terça-feira, 2 de julho de 2013

O que faz parte...


                                        Sou finito

A vida que vivo é de frio,

Constante e forte este é infinito.

Meus olhos são vazios,

Meus pensamentos raquíticos

Os neurônios que me comandam são doentes,

Minha existência é fétida, deprimente.

 

Sou finito, não tenho alma.

Sou vazio não conheço o sorriso

A hipocrisia me governa.

A sociedade é a minha mais valiosa célula,

Deposito nela o fantasma que sou.

Homem imundo, insano

Amargo, o inferno é meu castigo.

O veneno corre em minhas veias e

O coração é uma víscera podre

Sem batida.

 

 
Meu nome não se justifica

Minha guerra está perdida.

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