Veredas
Esvaziei-me dos pesos do
amar.
Cansei-me de tanto mendigar.
Se me amedrontei, agora ei
de aventurar.
Correrei descalço pela relva,
Mergulharei no escuro mar!
Meu passado foi de se
apegar,
Meu sonho era confiar...
Tanto quis realizar...
Fiz de tudo até quase parar.
Aprendi uma lei diferente,
Do tipo que o sangue sente,
Maior e forte como o sol no
zênite.
Quem me confidenciou foi o
Destino:
-Corra riscos, corra riscos, siga vários
caminhos!
O medo que me ligava as tuas
mãos...
Partiu contigo e abriu
caminhos,
Agora vou, sem expectativa
de abrigo;
Prefiro expor-me a
incerteza,
Que retroceder pela
esperança que seja!
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